Panorama da História da Arquitetura no Brasil

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Quando falamos em arquitetura clássica acabamos nos aprofundando em arquitetura européia, mas a partir da Idade Moderna, este contexto passa a englobar novos territórios. Então, vamos dar um pouco de atenção ao Brasil. Traçamos  um panorama bem objetivo para te apresentar ao cenário clássico brasileiro.

Igreja de São Francisco de Assis em São João del Rey, Minas Gerais. Projeto de Aleijadinho e Francisco de Lima Cerqueira, 1774-1809.
Igreja de São Francisco de Assis em São João del Rey, Minas Gerais. Projeto de Aleijadinho e Francisco de Lima Cerqueira, 1774-1809. Barroco brasileiro.

O primeiro estilo arquitetônico que importamos plenamente da Europa e de grande relevância em nossa arquitetura foi o Barroco. Sua ascensão culminou com o deslanchar colonizador brasileiro do século XVII. Embora este exagere no rebuscamento e tenha desenvolvido uma gama de elementos próprios, sua base se manteve dentro da linguagem clássica e absorvendo as interpretações da arquitetura renascentista.

Enquanto na Europa se desenvolveu em um momento de grande conflito religioso causado pela *Contra-Reforma e amplamente acolhido pela monarquia, o classicismo no Brasil chega como um estilo totalmente dedicado à arte sacra, sendo interpretado por artistas locais e contornando questões de disponibilidade de recursos então direcionados à Metrópole. Nestas condições acabou por criar uma identidade própria, menos erudita e mais criativa. Posterior ao Barroco, vimos refletida em nossa arquitetura a onda neoclassicista durante o início do século XIX.

Diante da necessidade de extinguir os excessos e buscar novamente a essência clássica da antiguidade, o Neoclassicismo foi fortemente explorado no novo mundo. No Brasil pode ter havido ainda um fator de grande relevância na aceitação do novo estilo, pois foi uma forma de nos desprendermos totalmente do Barroco que refletia na arquitetura nossa condição de Colônia.

Por fim chegamos ao Ecletismo, movimento também nascido na Europa, mas precisamente na França e que adequava os conceitos clássicos a novos materiais, técnicas e à mistura de estilos criando uma nova identidade. Difundido no Brasil através das Academias de Arte, fundiu-se ao Neoclassicismo e dominou o século XIX produzindo grandes exemplares de nossa arquitetura.

Teatro Municipal de São Paulo, estilo Eclético, 1903 a 1911. Inspirado na Ópera Garnier de Paris. Projeto de Claudio Rossi com colaboração de Domiziano Rossi.

*Contra-Reforma: resposta à Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero em 1517.

 

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