As Ordens Sobrepostas do Coliseu Romano

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Há tantas questões a serem abordadas em relação ao Coliseu que poderíamos estuda-lo infinitamente, porém, neste momento, gostaria de falar sobre a sobreposição das ordens clássicas. Explorada pelos romanos, temos na arquitetura do Coliseu um belo exemplo que inclui as quatro principais ordens.

Coliseu Romano Amphitheatrum Flavium, Roma, 75 a 82 d.C.

google-maps-icone-baixaAs questões filosóficas em torno das ordens foram levadas muito a sério pelos romanos. Vitrúvio em seu célebre Tratado de Architectura, 27 a.C., narra em detalhes esta relação. Ele as humaniza, descrevendo características específicas para cada uma delas. Em verdade podemos dizer que no que se refere à ordem Dórica e Jônica, essa relação foi herdada dos gregos pois, mais do que traços humanos, elas refletem as características dos povos que as desenvolveram.

A ordem coríntia, enquanto ainda uma variação jônica também foi contemplada com uma narrativa detalhada de sua criação pelos gregos, mas somente elevada ao status de ordem pelos romanos, que a enfatizaram e lhe concederam grande destaque. Finalmente temos a ordem compósita, que deve ser tratada com mais cuidado. Ela aparece pela primeira vez justamente na arquitetura Flaviana – 69 a 96 d.C., da qual o Coliseu faz parte, como variação da ordem coríntia, se estabelecendo como ordem independente somente no Renascimento, séculos às frente.

Para saber mais veja: Introdução à Ordem Coríntia

Capiteis Clássicos; dórico, jônico, coríntio e compósito.
Para quem ainda não está familiarizado com as ordens clássicas, a forma mais fácil de identificá-las é pelo capitel das colunas. Seguem capiteis na sequência da regra: dórico, jônico, coríntio e compósito.

O interessante é que as características “humanas” das ordens determinam sua posição na arquitetura, e em se tratando de projetos com vários pavimentos, esta hierarquia deve ser respeitada. O Coliseu, ainda que em ruínas segue preservando esta sobreposição: começando pela masculinidade e força da ordem dórica como pilar de sustentação, seguida pela jônica, uma andrógena elegante e menos austera no segundo pavimento, depois a coríntia, representação da graça e beleza virginal, e ainda, por conta de uma ampliação posterior a “ordem compósita” representada por pilastras e não meias colunas. As proporções métricas de cada uma  chancelam esta hierarquia que continuou sendo seguida durante o resgate clássico do Renascimento Italiano.

As quatro ordens sobrepostas. De baixo para cima: dórica, jônica, coríntia, compósita.

Para saber mais veja: Arco e Ordens – A Composição que Mudou a Arquitetura

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