O Tema Arco do Triunfo

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arco do triunfo é a expressão mais verdadeira da arquitetura romana. Sua concepção arquitetônica é o resultado do equilíbrio perfeito entre arco e ordens. A partir deste modelo os arquitetos renascentistas basearam grande parte de sua arquitetura, projetando fachadas e interiores que nada mais são do que reproduções deste modelo construtivo. Foi novamente resgatado em sua essência durante o período Neoclássico.

Vista noturna do Arco do Triunfo de Paris, encomendado por Napoleão Bonaparte para homenagear suas vitórias militares. 1806-36, projeto de Jean Chalgrin, Paris.
Vista noturna do Arco do Triunfo de Paris, encomendado por Napoleão Bonaparte para homenagear suas vitórias militares, 1806-36. Projeto de Jean Chalgrin. O Neoclassicismo retomando a tradição romana.

A principal função de um arco do triunfo é comemorativa. Os imperadores romanos os encomendavam a fim de que suas vitórias em batalhas e conquistas importantes fossem eternizadas. E se nos aprofundarmos na história política romana, encontraremos um mundo novo de protocolos, comemorações e cerimoniais. Um modo de usar a arquitetura para chancelar o poder do Estado.

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Compreendendo a estrutura fundamental de um arco triunfal.

ArcoElevaçãoFrontalVamos usar o Arco de Constantino como exemplo, pois trata-se de um modelo padrão de arco triunfal onde podemos observar seus principais aspectos arquitetônicos. Como curiosidade histórica, foi um dos últimos arcos do Império Romano, construído em homenagem à vitória do Imperador na Batalha de Monte Mílvio em 312 d.C. (refere-se à batalha entre Constantino e Magêncio para determinar o controle da metade Ocidental do Império Romano. A batalha foi travada sobre a Ponte Mílvia em Roma, daí o nome. Esta foi a batalha onde supostamente Constantino teria tido a visão da cruz cristã que o converteria ao Cristianismo). Foi inaugurado oficialmente em 315 d.C.

Bem, voltando à arquitetura, de modo geral, os arcos triunfais possuem um modelo padrão composto por um arco principal central e dois arcos laterais menores, que podem ser omitidos.

Estes arcos estão ligados entre si por um sistema proporcional muito elaborado. As impostas do arco central estão no mesmo alinhamento da chave dos arcos laterais. Os pedestais são todos da mesma altura assim como as colunas, fazendo o alinhamento para uma única cornija que circunda toda a construção.

O elemento acima da cornija recebe o nome de ático e é muito importante, pois é nele que a dedicatória é registrada. A ornamentação segue os mesmos padrões e alinhamento, tanto abaixo como acima da cornija, com os espaços de parede sendo preenchidos com as cenas das batalhas e inscrições pertinentes. A ordem escolhida normalmente é a coríntia, preferida dos romanos, mas não é uma regra, o Arco de Tito, por exemplo, apresenta capitéis compósitos.

Selecionei alguns arcos que sobreviveram ao tempo para que você observe na prática os detalhes mencionados no esquema acima. Veja também que os arcos secundários laterais podem ser desprezados, sem que se altere a ideia fundamental da estrutura. Também é fato que a ornamentação varia consideravelmente entre cada projeto.

Começamos pelo próprio arco de Constantino, em meio ao emaranhado de turistas em visita ao Fórum Romano.

Vista do Arco de Constantino no Fórum Romano com Coliseu ao fundo.

Para saber mais veja: Uma Visita ao Fórum Romano.

Passamos para o  Arco da Augusto em Rimini, Itália, 14 d.C. A parte superior, em tijolos foi adicionada durante a Idade Média. E Arco de Adriano em Gérasa, Jordânia. 129-30 d.C. Fizemos um artigo sobre ele, então se você quiser saber mais acesse: Arco de Adriano em Gérasa.

Esquerda: Arco da Augusto em Rimini, Itália. Direita; Arco de Adriano em Gérasa, Jordânia. 129-30 d.C.

Mais um arco do Fórum Romano, dedicado ao Imperador Septimo Severo e aos seus dois filhos, Caracala e Geta, para celebrar a vitória sobre os Partos. Fórum Romano, 203 d.C.

Arco de Septimo Severo.

Mais alguns arcos interessantes: O Arco de Druso, sua datação e dedicatória são incertas, mas por seu topo passa a Água Márcia. Foi mutilado com o tempo, mesmo assim, é essencialmente um arco triunfal. Depois temos o arco de Tito, dedicado ao Imperador Tito Flávio. Construído em 81 d.C. em homenagem a conquista de Jerusalém em 67 d.C. Finalmente o Arco de Orange, dedicado ao Imperador Augusto por suas vitorias na Gália, mas a versão que vemos hoje é possivelmente a  reconstrução de Tibério, celebrando suas vitórias sobre os germânicos, 27 d.C.

Esquerda: Arco de Druso, Colina de Cerlio, Roma. Centro: Arco de Tito, Fórum Romano. Direita: Arco de Orange, França.

2 Respostas

  1. Sim Amarilio são belíssimas!

  2. MARAVILHAS DA ARQUITETURA CLASSICA DO MUNDO, SAO VERDADEIRAS ARTES…

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