O Neoclassicismo foi uma corrente cultural que surgiu em meados do século XVIII, resgatando a essência da antiguidade esquecida em meio aos excessos do Barroco. Fundamentou-se no interesse arqueológico da sociedade da época e suas recentes descobertas, fazendo ressurgir o universo da arquitetura clássica greco-romana.

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Complexo histórico de Pompeia, Itália. Reminiscências de construções clássicas exibem detalhes de ornamentação. Uma fonte valiosa de informação para os artistas neoclássicos.
Complexo histórico de Pompeia, Itália. Reminiscências de construções clássicas exibem detalhes de ornamentação. Uma fonte valiosa de informação para os artistas neoclássicos.

Embora o grande questionamento tenha sido por conta do Movimento Barroco, o próprio modelo de arquitetura do Renascimento também gerava discussões quando de comparações teóricas aos antigos projetos greco-romanos. Projetos como os de Michelangelo, assim como de outros arquitetos visionários eram alvo de críticas e contestação diante da rigidez arquitetônica da antiguidade. Dentre estes estudiosos, talvez o que mais tenha se destacado tenha sido Andrea Palladio (arquiteto e teórico italiano – 1508 a 1580), tanto que de seu nome derivou um movimento de grande repercussão chamado Palladianismo, que manteve seguidores e ondas construtivas até meados do século XIX.

Os princípios do Movimento Palladiano ou Palladianismo, são o resgate da antiguidade através dos textos Vitruvianos, buscando reestabelecer a essência clássica antiga. Seu trabalho se apoia em três pilares: simetria, perspectiva e valores da arquitetura greco-romana. Palladio nos deixou o tratado ”Il Quattro Libri dell’Architecttura” de 1570, que repercutiu imensamente, lançando o Palladianismo para o mundo.



Mas só o Palladianismo não seria suficiente para tamanha transformação, outro fator contribuiu imensamente para as transformações que viriam. Neste período, uma nova ciência ganhava cada vez mais notoriedade. A Arqueologia começou a revelar ao mundo grandes achados da antiguidade, aguçando ainda mais os questionamentos sobre o “verdadeiro clássico”. Diante deste cenário podemos enumerar então, os principais fatores que chancelaram definitivamente o Neoclassicismo.

  • Oposição aos exageros e interpretações dos temas clássicos pelo movimento Barroco.

  • Resgate da antiguidade clássica por meio das grandes descobertas arqueológicas.

  • Movimentos a favor do resgate da essência clássica através dos escritos Vitruvianos.

  • Resgate e reinterpretação do estilo Romano imperial por parte de Napoleão Bonaparte durante seu reinado.

Arco do triunfo de Paris, 1806-36.

O Neoclassicismo se difundiu pela Europa e chegou às Américas onde também manteve fortes ondas construtivas, mas na virada para o século XX já se encontrava desgastado e uma nova proposta arquitetônica, menos matemática e mais orgânica, tomou seu lugar. A Art Noveau abriu os anos mil e novecentos com o que seria o último movimento de base classicista, mesmo que esta colocação deva ser feita com cuidado.

O interessante é que assim como o Neoclassismo criticou excessos e perda das referências originais, ele próprio também foi fadado ao mesmo destino. Através do século XIX as intensas transformações vividas em diferentes áreas se refletiram na arquitetura, lançando variações de ecletismo e uma série de novas percepções do classicismo, uma das mais conhecidas foi a Beaus-Arts, movimento baseado na recente tradição das academias de arte francesas, neste caso, a Escola de Belas Artes de Paris, trazendo novamente excesso, misturas e novas interpretações aos conceitos clássicos originais.

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