Classificação das Colunas Quanto ao Posicionamento

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Compreenda como os romanos determinaram uma nova linguagem para o classicismo trabalhando o relevo em suas fachadas com diferentes níveis de destacamento das colunas.

Serlio expõe em seu tratado “Tutte l’opere d’architettura et prospectiva” o posicionamento das colunas. Livro IV, gravura sobre madeira. Veneza, 1619. Da esquerda para a direita: coluna isolada, destacada e meias colunas.

Este conteúdo foi desenvolvido com base nas obras de Giulio Carlo Argan – História da Arte Italiana – volume I, Wilfried Koch – Dicionário de Estilos Arquitetônicos, D. S. Robertson – Arquitetura Grega e Romana e John Summerson A Linguagem Clássica da Arquitetura. Para mais informações acesse Referências Bibliográficas.

Ao desenvolver uma nova composição arquitetônica baseada no arco, os romanos criaram novas regras para sua arquitetura. Uma delas é a classificação das colunas quanto ao posicionamento. Equilibrar uma composição arco e ordens exige diversos níveis de relevo e consequentes gradações de luz e sombra harmonizando todo o conjunto. Além disso, também há a necessidade de se camuflar aspectos estruturais da edificação.

Esta classificação é totalmente independente do intercolúnio. Este se refere somente ao espaçamento entre as colunas em uma colunata, enquanto que a classificação de posicionamento se refere à distância das colunas ou colunata, diante de uma parede pertencente ao corpo de uma edificação.

Segue classificação:

  • Colunas isoladas: sustentam uma estrutura isolada, normalmente um entablamento.
  • Colunas destacadas: também sustentam uma estrutura. Neste caso um entablamento ligado a uma parede.
  • Meias colunas ou colunas embutidas: podem apresentar diferentes níveis de projeção a partir do plano da parede, normalmente um quarto, metade ou três quartos de destaque.
  • Pilastras: Representações planas de colunas que sobressaem das paredes. Obedecem a mesma composição das colunas convencionais, com base-fuste-capitel e podem camuflar um reforço estrutural da parede.

Arcos do triunfo são ótimos exemplos do trabalho artístico da fachada beneficiado pelos relevos. A composição arco e ordens clássicas se mostra de forma clara e o destacamento das colunas é essencial para um resultado estético interessante. Abaixo, no arco de Tito, o arquiteto utilizou meias colunas. Já no exemplo seguinte, o Arco do Carrossel, em Paris, construído por Napoleão Bonaparte em estilo Neoclássico, fez-se uso de colunas destacadas.

Arco de Tito, Forum Romano, 81 d.C.
Arco do Carrossel Arco de Triomphe du Carrousel, Paris, 1809.

Voltando novamente aos romanos, o Coliseu, ícone da arquitetura modular, apresenta em sua fachada meias colunas e pilastras no topo.

Coliseu Romano Amphitheatrum Flavium, Roma, 72 a 80 d.C.

O belíssimo trabalho de Michelangelo com relevo discreto, aqui as pilastras dão o tom para a fachada do Palazzo Senatorio.

Palazzo Senatorio, Piazz dei Campidoglio, Colina Capitolina, Roma. Michelangelo e Giacomo Della Porta, 1541-1605.

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