Chinoiserie

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A chinoiserie é um recurso artístico usado desde o século XVIII pelos franceses e que faz parte de um conceito mais amplo chamado Orientalismo. Tendência forte no design de interiores atual, tenho visto muitas publicações e matérias dando destaque ao tema e gostaria de falar mais…

The Chinese Garden por François Boucher. Óleo, 1742. Musée des Beaux-Arts et D’Archéologie de Besançon, Besançon, França. Boucher foi um dos maoires artistas franceses do período. Esta pintura fez parte do Salon de 1742 e demonstra a força do Orientalismo na arte francesa.
The Chinese Garden por François Boucher. Óleo, 1742. Musée des Beaux-Arts et D’Archéologie de Besançon, Besançon, França. Boucher foi um dos maoires artistas franceses do período. Esta pintura fez parte do Salon de 1742 e demonstra a força do Orientalismo na arte francesa.
Madame de Pompadour retratada como uma Senhora Turca por Andre van Loo, 1747. Musée des Arts Décoratifs, Paris. Uma demonstração do Orientalismo.
Madame de Pompadour retratada como uma Senhora Turca por Andre van Loo, 1747. Musée des Arts Décoratifs, Paris. Uma demonstração do Orientalismo.

O interesse pelo hemisfério oriental, não somente pela China, mas por vários outros países, foi uma verdadeira febre durante o reinado de Louis XV (1722 a 1774). Neste período a arte francesa é fortemente impulsionada e passa a ser referência para o restante da Europa. O conceito de habitar também sofre grandes transformações, evoluindo para o padrão de decoração atual, tanto em termos de espaço, quanto em mobiliário.

O contato com o Oriente através das navegações e seu comércio trás à luz um universo novo. O exótico ganha a atenção e passa a influenciar também os artistas locais. Dentre as diversas culturas de interesse na época, a China foi a mais referenciada.

Importava-se da China tudo que se podia e, a partir de certo momento, passou-se a reproduzir localmente os mais diversos temas do cotidiano chinês nas tapeçarias, porcelanas, pinturas e mobiliário. Muitos artistas foram financiados para viverem nestas culturas longínquas a fim de assimilarem seu modo de vida e então reproduzi-lo nas encomendas da aristocracia francesa. Louis XV chegou ao ponto de presentear o Imperador Chinês Chien Lung com tapeçarias copiadas de modelos chineses pelo grande mestre Boucher.

A chinoiserie pode ser expressa no design de interiores de diferentes formas e vale para todos os elementos que compõe uma decoração, incluindo móveis e objetos de arte. Cômodas com pinturas de cenas cotidianas e tapeçarias tendem a ser mais comuns, mas há uma infinidade de possibilidades incluindo, atualmente, até papeis de parede.

A Chinoiserie é a interpretação artística francesa de temas chineses em objetos, móveis e utensílios ocidentais.

Para de vasos cabeça de elefante com motivos em chinoiserie (Vase á Tête d’Eléphante) 1758-62, por Jean Claude Duplessis. Metropolitan Museum of Art.

Indo ainda mais a fundo no conceito, temos que entender que a arte francesa deste período foi extremamente aberta. A França se projetou como grande formadora de opinião e de estilo. E essa facilidade em absorver temas estrangeiros e traduzi-los ou incorporá-los em sua própria arte foi, em grande parte, o que promoveu este sucesso.

Abaixo selecionei dois projetos atuais com uso de chinoiseries. O primeiro a explora no papel de parede, já o segundo, de João Mansur, trás a temática para o biombo ao fundo. Outra curiosidade é que os temas interpretados não são necessariamente fieis às culturas referenciadas. Em sua maioria são cenas idealizadas, que apresentam um universo quase mágico. Aldeias e paisagens naturais com plantas nativas e pássaros são as mais utilizadas.


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