Acanto

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Esquerda: Folha de acanto natural Acantuhus mollis. Centro: Detalhe de gravura sobre cobre de Fréart de Chambray, Paris, 1950. Observem as minucias do desenho na representação das folhas. Direita: Gravura sobre madeira de Philibert de L'Orme, Paris, 1568. Referência á ordem compósita. ornamentação com toro, escócia e astrágalos decorados com motivos vegetais.
Esquerda: Folha de acanto natural Acanthus mollis. Centro: Detalhe de gravura sobre cobre de Fréart de Chambray, Paris, 1950. Observem as minucias do desenho na representação das folhas. Direita: Gravura sobre madeira de Philibert de L’Orme, Paris, 1568. Referência á ordem compósita. ornamentação com toro, escócia e astrágalos decorados com motivos vegetais.

Um dos grandes desafios do estudo da história e teoria da arquitetura é identificar e compreender todos os elementos que a caracterizam. De maneira que estudar em detalhes diversos termos arquitetônicos tona-se uma rotina. Quando dispomos de fontes confiáveis e boas traduções, o trabalho flui melhor e o resultado torna-se muito mais satisfatório.

Nossa proposta para este glossário é ir além das definições padronizadas e pouco detalhadas e oferecer um parecer mais rico acerca dos termos mais importantes para a pesquisa e conhecimento da história da arquitetura. Para ter acesso ao glossário completo faça sua assinatura.

Sem dúvida o acanto é um dos motivos vegetais mais importantes da ornamentação grega e consequentemente da arquitetura clássica. Inspirou não só o famoso capitel coríntio como também inúmeros ornamentos arquitetônicos. 

Enquanto os gregos estilizaram o acanto de forma a ressaltar suas linhas principais e dispensaram maior cuidado com a continuação e origem dos caules na composição, os romanos ressaltaram o rebuscamento da composição. Mesmo entre capitéis coríntios gregos e romanos parece haver considerável diferença no que se refere a detalhes de origem das folhas e sua composição. Na verdade há mais de uma variedade desta planta e, enquanto os ornamentos gregos fazem maior uso do Acanthus spinosus, com folhas mais alongadas, os romanos se inspiram no Acanthus mollis, com folhas mais largas. Naturalmente estas variações são muito difíceis de serem notadas diante de um padrão de estilização. Além do acanto há uma série de outros vegetais que emprestam suas formas para a ornamentação, muitas vezes sendo confundidos ou ficando ofuscados pela fama que o acanto conquistou. Sua plasticidade é indiscutível e, além dos capitéis, gerou uma série de ornamentos lindíssimos para a arquitetura clássica. No estilo Românico suas formas foram bem mais estilizadas e depois, durante o Renascimento e Barroco, voltou a ser representado de forma mais natural.